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As principais notícias do setor farmacêutico 1. Técnica mata células
infectadas pelo HIV-1 - Correio Braziliense - DF
(20/08/2010) De acordo com os pesquisadores, somente as células doentes são destruídas. "Aparentemente, a morte ocorre apenas nas células infectadas. Em nossa opinião, esse trabalho sugere uma nova abordagem para promover especificamente a morte de células atingidas pelo HIV-1 (tipo mais comum do vírus da Aids), o que pode, eventualmente, nos levar a desenvolver uma nova terapia antirretroviral", afirmam os cientistas, na introdução do estudo. Atualmente, os medicamentos de ponta utilizados no combate à Aids impedem que as células se multipliquem, mas nenhum remédio ou vacina é capaz de matar a infecção. A esperança dos pesquisadores é que uma nova terapia, baseada na autodestruição das células deflagrada pelo DNA viral, possa significar a verdadeira cura para a doença. No artigo, eles alertam, porém, que a pesquisa está em estágio embrionário. Foram poucas as células utilizadas na pesquisa, o que significa que em um modelo mais complexo, como o organismo, a técnica pode não funcionar. "A abordagem que descrevemos está apenas em seus passos iniciais e mais pesquisas precisam ser feitas", lembram, na conclusão do estudo. Sêmen Segundo os cientistas, a descoberta é significativa porque a maioria dos casos de transmissão do HIV-1 é por meio de contato sexual. Por isso, é importante entender a natureza do HIV-1 no trato genital, o que permitirá uma compreensão melhor do processo de transmissão e poderá, até mesmo, levar ao desenvolvimento futuro de uma vacina ou um medicamento antimicrobiano que bloqueie a passagem do vírus no momento do ato sexual. Para chegar à conclusão sobre a mutação do vírus, a equipe do pesquisador Ronald Swanstrom comparou populações virais do HIV-1 no sangue e no sêmen de 16 homens com infecção crônica. Usando a técnica de sequenciamento genético, eles analisaram o código dos genes de ambas as amostras e descobriram que eram diferentes.
2. O Aedes redescobre a Europa
- O Globo - RJ (19/08/2010) Renato Grandelle
- É possível estabelecer uma relação entre a chegada do Aedes e as mudanças climáticas - admite o chefe do Laboratório de Transmissores de Hematozoários do Instituto Oswaldo Cruz, Ricardo Lourenço de Oliveira. - A temperatura média europeia é, hoje, mais elevada, mesmo neste verão. Mas pode ser que ele tenha vindo outras vezes nos últimos 50 anos e sido erradicado naturalmente, sem que qualquer pesquisa o tenha percebido.
Para Oliveira, o tráfego crescente de pessoas e mercadorias é vital para a difusão do inseto. - É por este intercâmbio que o Aedes passa de regiões infestadas para outras onde ele normalmente não é registrado - alerta. - Foi assim que ele voltou ao Brasil. Conseguimos erradicálo na década de 50, mas, como nem todos os países vizinhos fizeram o mesmo, ele voltou para cá nos anos 70 e está presente até hoje. O Aedes precisa de chuva e temperatura elevada para se desenvolver. Aproveitando-se das mesmas condições, um mosquito do mesmo gênero, conhecido como tigre asiático (Aedes albopictus), instalou-se na Europa há cerca de 20 anos. - O mosquito tigre, porém, resiste a temperaturas baixas, o que garantiu sua permanência naquele continente nas estações frias - ressalta Lourenço. - Se a temperatura média permanecer muito tempo abaixo de 15 graus e não chover, o ovo do Aedes aegypti acaba secando e sua existência fica comprometida. Segundo Oliveira, o vetor da dengue só seria capaz de sobreviver ao inverno europeu "em locais muito específicos", como abrigos em estruturas do metrô. O mais provável, porém, é que ele seja totalmente erradicado - o que não o impediria de voltar no próximo verão. Não é apenas na Europa que o mosquito alerta as autoridades de saúde. Na Flórida, 29 ocorrências de dengue foram registradas desde o início do mês. Também foram detectados 67 casos "importados" - aqueles em que os infectados viajaram por áreas em que a doença é endêmica, como a América Latina. Foi um índice suficiente para que o governo local pedisse à população para usar repelentes e evitar o acúmulo de água parada. O estado americano não enfrenta surtos de dengue desde 1934. Na Costa Rica, a dengue fez 15.916 vítimas até fim de julho - 615% a mais do que no mesmo período do ano passado. No dia 7 daquele mês, a Organização Pan-Americana de Saúde declarou estado de emergência no continente por causa da doença. No Brasil, o Ministério da Saúde confirmou, na semana passada, três casos da dengue tipo 4, que não era registrada oficialmente no país desde 1982. Quase a totalidade da população do país não é imune ao vírus.
3. Consumo de paracetamol na
adolescência pode dobrar o risco de asma - Globo Online - RJ
(18/08/2010) RIO - Adolescentes que recorrem ao paracetamol - um dos analgésicos mais vendidos no Brasil - pelo menos uma vez ao mês correm mais risco de desenvolver asma, eczema e sinusite. É o que mostra um grande estudo conhecido como ´International Study of Asthma and Allergies in Childhood´ , que avaliou a saúde de mais de 322 mil adolescentes com 13 e 14 anos em 50 países. " O paracetamol é ainda um dos melhores remédios para aliviar dor e febre em crianças " O paracetamol (ou acetaminofeno) costuma ser indicado para febre e dor. Outros estudos já haviam demonstrado a ligação entre a droga e algumas doenças respiratórias, mas muitos especialistas acreditam que os benefícios do remédio ainda superam seus riscos. - O paracetamol é ainda um dos melhores remédios para aliviar dor e febre em crianças - afirmou o coordenador do estudo Richard W. Beasley, professor de medicina do Medical Research Institute da Nova Zelândia. Ele afirmou que a droga é mais segura que a aspirina ou o ibuprofeno, dois medicamentos que estimulam as crises de asma. O estudo não mostra que o paracetamol seja uma das causas da asma, afirma Beasley, mas indica que o medicamento pode potencializar a resposta do sistema imunológico, piorando as alergias.
4. Cientistas estudam outros
usos para técnica - O Estado de S. Paulo - SP
(17/08/2010) A terapia para recuperar a visão de pacientes com lesão na córnea é o primeiro resultado de experiências com células-tronco dentárias que vêm sendo feitas desde 2004 pela geneticista Irina Kerkis, do Instituto Butantã, em parceria com o biólogo Alexandre Kerkis e o cirurgião-dentista Humberto Cerruti Filho. Além do tratamento de outros problemas oftalmológicos, os cientistas estudam o uso dessas células-tronco na reconstrução óssea, regeneração de cartilagens e formação de neurônios. "As pesquisas com tecido ósseo e cartilaginoso estão em fase de testes com animais, mas nenhuma está tão avançada como a para reconstrução da córnea", diz a biomédica Babyla Monteiro. Banco público. Por enquanto, as pesquisas estão sendo feitas com um banco de dentes de leite criado pelos próprios cientistas. "Recebemos doações de dentistas ou de pessoas que sabem do projeto", relata Babyla. O Instituto Butantã estuda criar um banco público para atender à demanda por células-tronco, caso esses tratamentos se mostrem viáveis. Para que possa ser aproveitado, o dente de leite tem de ser armazenado em um meio apropriado assim que cai ou é extraído. Em tese, com um único dente seria possível tratar a córnea de vários pacientes. Casos os testes clínicos em pacientes com lesão na córnea sejam bem-sucedidos, o tratamento poderá ficar disponível no SUS.
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